
Clebson José Soares.
RESUMO: CICLO DO PET - POLIETILENO TEREFTALATO
MATÉRIA-PRIMA - Existem várias matérias-primas, utilizada no processo de polímeros, mas destacamos apenas as principais, que são o PTA (Ácido Tereftálico Purificado) e o MEG (Álcool Monoetileno Glicol).
PTA - Também através de processos químicos, o paraxileno se transforma em outros dois tipos de subprodutos, onde seguindo a ordem de grandesa, são os subprodutos de 2ª geração, onde um deles é o PTA, que esse por sua vez, trata-se de um Ácido Tereftálico Purificado, que serve como insumo para a produção de resinas PET, que também são denominados subprodutos de 2ª geração.
Etilenoglicol - Monoetileno Glicol (MEG, nome IUPAC: etano-1, 2-diol) é um álcool com dois grupos-OH (um diol), um composto químico largamente utilizado como um anticongelante automotivo. Na sua forma pura, é um composto inodoro, incolor, xaroposo líquido com um sabor doce. Etilenoglicol é tóxico, e sua ingestão deve ser considerada uma emergência médica. Etilenoglicol é produzido a partir do etileno, através do intermediário de óxido de etileno. Óxido de etileno reage com a água para produzir etileno glicol, de acordo com a equação química: C2H4O + H2O → HOCH2CH2OH. O etileno ou eteno é o hidrocarboneto alceno mais simples da família das olefinas, constituído por dois átomos de carbono e quatro de hidrogênio (C2H4).
PROCESSOS:
PET
O PET é produzido por meio de uma reação de polimerização desses dois monômeros - etilenoglicol e o tereftalato de dimetila. Os polímeros são compostos constituídos por unidades repetitivas. As unidades monoméricas são ligadas umas às outras em uma reação de polimerização para formar o oligômero, constituído de muitas unidades. O PET - Poli (Tereftalato de Etileno) - é um poliéster, polímero termoplástico. Simplificando, PET é o melhor e mais resistente plástico para fabricação de garrafas e embalagens para refrigerantes, águas, sucos, óleos comestíveis, medicamentos, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, destilados, isotônicos, cervejas, entre vários outros como embalagens termoformadas, chapas e cabos para escova de dente.
Como é obtido o PET?
O PET é obtido industrialmente por duas rotas químicas:
Polímeros relacionados: Polinaftalato de etileno (PEN, formado por ácido naftaleno dicarboxílico e etilenoglicol); Politereftalado de trimetileno (PTT, formado por ácido tereftálico e propano-1,3-diol); Politereftalato de butileno (PBT, formado por ácido tereftálico e butano-1,4-diol).
Compostos relacionados: Ácido tereftálico e Etilenoglicol (monômeros).
PTA: A Amoco é a maior fornecedora de PTA. O processo da Amoco para produção do PTA cristaliza o TA bruto (90% de rendimento a partir de TA com 99,6% de pureza), aparência: pó branco
Densidade: 1.55 g/cm³
MEG: Líquido, límpido, incolor e inodoro (Densidade / Ponto de Fusão)
Densidade: 1,1151 - 1,1156 g/cm³
Ponto de fusão – 15,6ºC
Índice de refração: 20ºC
PET (Densidade / Ponto de Fusão)
Densidade: 1,335 - 1,455 g/cm³
Ponto de fusão > 250ºC
Solubilidade em água: praticamente insolúvel
Condutividade térmica: 0.15 W m-1 K-1
Índice de refração: (nd) η20 = 1.57 - 1.58
___________________________________________________________________________________________________________
PLANTBOTTLE
Junte cerca de um terço de material vegetal com o PET tradicional e você terá a inovação mais recente em embalagens sustentáveis. PlantBottle™ reduz nossa dependência de recursos não renováveis e é totalmente reciclável, assim como o PET tradicional. A expectativa é de se chegar a uma redução de 25% nas emissões de CO2.
a. Fundamentos
PlantBottle™ é composta por até 30% de material vegetal. A inovação foi lançada inicialmente nas garrafas de Coca-Cola de 500ml e 600ml em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Porto Alegre e no Rio de Janeiro.
b. Benefícios
PlantBottle™ ajuda a reduzir nossa dependência em um recurso não renovável, o petróleo. Assim como o PET tradicional, PlantBottle™ é totalmente reciclável. A expectativa é de se chegar a uma redução de 25% nas emissões de CO2.
c. Origem
O material baseado em plantas na atual embalagem PlantBottle™ é derivado do processamento da cana-de-açúcar, produzida em áreas que usam as melhores práticas de agricultura sustentáveis.
Antes de chegar ao consumidor final, a PlantBottle nasce de um processo carregado de quilometragem. Afinal, do reduto sucroalcooleiro nacional o etanol é exportado para a Índia, onde é submetido a um processo para gerar etano e eteno, componente-chave para a formulação de monoetileno glicol (no caso, denominado bio-MEG ou bMEG devido à fonte renovável).
Esse tipo de MEG com braço na alcoolquímica é encaminhado para integrar a composição com 70% de ácido politereftálico (PTA) de origem petroquímica, resultando no PET tradicional. A seguir, a resina embarca para de volta à América do Sul e, no Uruguai, ela é injetada e soprada pela Cristal Pet, fornecedora do Sistema Coca-Cola, dotada, aliás, de recente filial em Pernambuco.
Na garupa das benesses do Mercosul e de acordos bilaterais Brasil/Uruguai, os lotes de PlantBottle são enfim despachados ao Brasil. Apesar dessa logística intrincada e sem revelar sua fonte de bMEG, PTA e PET na Índia (cujo líder em PET é o grupo Reliance), a Coca-Cola garante que as emissões de C02 são reduzidas na produção de PlantBottle. Nesta entrevista a Plásticos em Revista (PR), a Coca-Cola decidiu não personalizar a fonte e, para engrossar o caldo, esboça a intenção de produzir bMEG no Brasil.
___________________________________________________________________________________________________________
BOTTLE TO BOTTLE
Trata-se de uma embalagem PET produzida parcialmente a partir de garrafas PET pós-consumo recicladas. Com esta nova demanda para o PET reciclado, direcionado à fabricação de embalagens para alimentos, espera-se uma valorização do material coletado, impulsionando toda a cadeia de reciclagem do País.
Além dos benefícios ambientais, o PET reciclado passa a ter mais valor, aumentando também a remuneração das cooperativas. A nova garrafa começará a ser comercializada em setembro, inicialmente nas embalagens de Coca-Cola de 2,5L, pelo fabricante Spaipa, que atua no Paraná e em parte de São Paulo. “Graças ao projeto Bottle-to-Bottle, até o fim de 2011 serão economizadas cinco mil toneladas de PET virgem, o que é ótimo para o meio ambiente”.
Nova era de embalagens
Bottle-to-Bottle é a embalagem PET da Coca-Cola elaborada com PET virgem tradicional e PET pós-consumo reciclado grau alimentício, o chamado PET PCR. Inicialmente, a Coca-Cola irá utilizar 20% de resina PET PCR e 80% de resina PET virgem nesta embalagem, e esta proporção pode ser aumentada à medida que a oferta de PET PCR grau alimentício cresça. Em suma, trata-se de um projeto que nos permite produzir novas garrafas PET a partir de garrafas pós-consumo recicladas.
___________________________________________________________________________________________________________
ANVISA
Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 20, de 26 de março de 2008
Dispõe sobre o Regulamento Técnico sobre embalagens de Polietileno Tereftalato (PET) pós-consumo reciclado grau alimentício (PET-PCR grau alimentício) destinados a entrar em contato com alimentos.
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 18 de março de 2008, e considerando a necessidade de constante aperfeiçoamento das ações de controle sanitário na área de alimentos, visando à proteção da saúde da população; considerando a necessidade de segurança de fabricação e uso de embalagens produzidas com polietileno tereftalato (PET) pós-consumo reciclado grau alimentício em contato com alimentos.
___________________________________________________________________________________________________________
ANEXO
REGULAMENTO TÉCNICO SOBRE EMBALAGENS DE POLIETILENOTEREFTALATO (PET)
PÓS-CONSUMO RECICLADO GRAU ALIMENTÍCIO (PET-PCR GRAU ALIMENTÍCIO)
DESTINADOS A ENTRAR EM CONTATO COM ALIMENTOS
___________________________________________________________________________________________________________
1. ALCANCE
1.1 Objetivo
Estabelecer os requisitos gerais e os critérios de avaliação, aprovação/autorização e registro de embalagens de PET elaborados com proporções variáveis de PET virgem (grau alimentício) e de PET pós-consumo reciclado descontaminado (grau alimentício), destinados a entrar em contato com alimentos.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente Regulamento se aplica aos produtos finais (embalagens de PET-PCR grau alimentício), artigos precursores dos mesmos e matéria-prima (PET-PCR grau alimentício).
___________________________________________________________________________________________________________
2. DEFINIÇÕES
Para os efeitos deste Regulamento se consideram:
2.1. PET de descarte industrial: É o material de descarte proveniente de embalagens ou artigos precursores dos mesmos, ambos de grau alimentício, gerado no estabelecimento industrial que elabora embalagens, artigos precursores e/ou alimentos, e que não se recupera a partir dos resíduos sólidos domiciliares. Não inclui o “scrap”.
2.2. “Scrap” (Aparas de processo): PET de grau alimentício que não está contaminado nem degradado, que se pode reprocessar com a mesma tecnologia de transformação que o originou, e que pode ser utilizado para a fabricação de embalagens e materiais destinados a entrar em contato com alimentos.
2.3. PET pós-consumo: É o material proveniente de embalagens ou artigos precursores usados, ambos de grau alimentício, e que se obtêm a partir dos resíduos sólidos para os efeitos de aplicar as tecnologias de descontaminação.
___________________________________________________________________________________________________________
3. CRITÉRIOS BÁSICOS PARA A CONFORMIDADE DA SEGURANÇA E APROVAÇÃO DE EMBALAGENS, ARTIGOS PRECURSORES E PET-PCR GRAU ALIMENTÍCIO
3.1. A proporção de PET-PCR grau alimentício a ser usada na elaboração das embalagens de PET–PCR grau alimentício estará sujeita às restrições estabelecidas nas autorizações especiais de uso definidas no item 2.
3.2. As embalagens de PET-PCR grau alimentício devem satisfazer os requisitos de adequação sanitária estabelecidos na Regulamentação MERCOSUL sobre embalagens de material plástico, e devem ser compatíveis com o alimento que as mesmas irão conter. No caso de embalagens retornáveis e/ou multicamadas, estas deverão cumprir também os requisitos estabelecidos para as mesmas na Regulamentação MERCOSUL correspondente.
___________________________________________________________________________________________________________
4. ROTULAGEM
Na embalagem final deverá ser identificado de forma indelével (que não se dissipa; que não desaparece; indestrutível): a identificação do produtor, o número de lote ou codificação que permita sua rastreabilidade e a expressão “PET-PCR”.
___________________________________________________________________________________________________________
CENSO
Censo – Por quê?
O Censo é a metodologia mais indicada quando a população é pequena e a variabilidade dentro da população é alta. Assim, podemos dizer que o Censo é:
Censo – Como Fazemos?
1. Segmentamos o setor e identificamos as empresas de cada elo: recicladores e aplicadores;
2. Localizamos cada uma das empresas do setor e as contatamos por telefone; foram entrevistadas 425 empresas, distribuídas assim:
Tabela A - Estados e Números de Contatos envolvidos nas pesquisas
Fonte: modificado de abipet.or.br
3. Aplicamos o questionário, garantindo ao respondente total sigilo quanto às respostas individuais;
4. Elaboramos a tabulação primária;
5. Analisamos as possíveis inconsistências de cada banco de dados e entre os bancos de dados (recicladores e aplicadores);
6. Contatamos novamente as empresas que apresentaram algum tipo de inconsistência;
7. Elaboramos a tabulação final, e a apresentação.
___________________________________________________________________________________________________________
RECICLAGEM
a. As vantagens da reciclagem
Reciclar o PET traz vantagens para todos.
b. Você sabia?
E LIGADO DIRETAMENTE AO MEIO AMBIENTE, O tempo de decomposição do produto PET no meio ambiente leva em média 500 anos, chegando a atingir tempo indeterminado.
___________________________________________________________________________________________________________
PETROQUÍMICA EM PERNAMBUCO
1. Unidade de PTA
A Unidade de PTA (Ácido Tereftálico Purificado) irá produzir 700 mil t/ano. O PTA é a principal matéria-prima para a produção do poliéster têxtil, embalagens (garrafas e filmes), filmes fotográficos e fibras industriais usadas na fabricação de pneus, materiais e equipamentos para os setores elétrico, automotivo e da indústria do petróleo.
2. Unidade de Polímeros e Filamentos de Poliéster
A Unidade de Polímeros e Filamentos de Poliéster terá capacidade para produzir 240 mil t/ano entre polímeros e filamentos (FDY, DTY e POY) de poliéster. A tecnologia, a escala e a integração desta planta colocarão a indústria têxtil brasileira em condições de competir com os produtos importados.
3. Unidade de PET
A Unidade de PET (Polietileno Tereftalato), com escala mundial e tecnologia de ponta, irá produzir 450 mil t/ano de resina destinada à fabricação de embalagens plásticas, num mercado com taxa de crescimento. Atualmente, cerca de 55% do PET consumido no Brasil é viável no processo de reciclagem ou é reciclado.
___________________________________________________________________________________________________________
Clebson José Soares.
"O mundo PET! Onde todos os PET são plásticos, mas nem todos os plásticos são PET".
+55 81 9 98932119