RESUMO DO CICLO DO PET - POLIETILENO TEREFTALATO

05/12/2012 23:59

Clebson José Soares.

 

RESUMO: CICLO DO PET - POLIETILENO TEREFTALATO

 

MATÉRIA-PRIMA - Existem várias matérias-primas, utilizada no processo de polímeros, mas destacamos apenas as principais, que são o PTA (Ácido Tereftálico Purificado) e o MEG (Álcool Monoetileno Glicol).

PTA - Também através de processos químicos, o paraxileno se transforma em outros dois tipos de subprodutos, onde seguindo a ordem de grandesa, são os subprodutos de 2ª geração, onde um deles é o PTA, que esse por sua vez, trata-se de um Ácido Tereftálico Purificado, que serve como insumo para a produção de resinas PET, que também são denominados subprodutos de 2ª geração.

Etilenoglicol - Monoetileno Glicol (MEG, nome IUPAC: etano-1, 2-diol) é um álcool com dois grupos-OH (um diol), um composto químico largamente utilizado como um anticongelante automotivo. Na sua forma pura, é um composto inodoro, incolor, xaroposo líquido com um sabor doce. Etilenoglicol é tóxico, e sua ingestão deve ser considerada uma emergência médica. Etilenoglicol é produzido a partir do etileno, através do intermediário de óxido de etileno. Óxido de etileno reage com a água para produzir etileno glicol, de acordo com a equação química: C2H4O + H2O → HOCH2CH2OH. O etileno ou eteno é o hidrocarboneto alceno mais simples da família das olefinas, constituído por dois átomos de carbono e quatro de hidrogênio (C2H4).

PROCESSOS:

  • Esterificação é uma reação química reversível na qual um ácido carboxílico reage com um álcool produzindo éster e água.
  • Polimerização é o agrupamento repetitivo em sequencia da mesma molécula ou grupo molecular. O monoetileno glicol possui apenas um átomo capaz de estabelecer novas ligações.
  • Polímeros são materiais orgânicos ou inorgânicos, naturais ou sintéticos, de alto peso molecular, cuja estrutura molecular consiste na repetição de pequenas unidades, chamadas meros. (Sua composição é baseada em um conjunto de cadeias poliméricas; cada cadeia polimérica é uma macromolécula constituída por união de moléculas simples ligadas por covalência).

PET

O PET é produzido por meio de uma reação de polimerização desses dois monômeros - etilenoglicol e o tereftalato de dimetila. Os polímeros são compostos constituídos por unidades repetitivas. As unidades monoméricas são ligadas umas às outras em uma reação de polimerização para formar o oligômero, constituído de muitas unidades. O PET - Poli (Tereftalato de Etileno) - é um poliéster, polímero termoplástico. Simplificando, PET é o melhor e mais resistente plástico para fabricação de garrafas e embalagens para refrigerantes, águas, sucos, óleos comestíveis, medicamentos, cosméticos, produtos de higiene e limpeza, destilados, isotônicos, cervejas, entre vários outros como embalagens termoformadas, chapas e cabos para escova de dente.

Como é obtido o PET?

O PET é obtido industrialmente por duas rotas químicas:

  • O ácido tereftálico, por sua vez, é obtido pela oxidação do p-xileno, enquanto o etileno glicol (MEG) é sintetizado a partir do etileno, sendo ambos os produtos da indústria petroquímica, conforme representado na figura.

Polímeros relacionados: Polinaftalato de etileno (PEN, formado por ácido naftaleno dicarboxílico e etilenoglicol); Politereftalado de trimetileno (PTT, formado por ácido tereftálico e propano-1,3-diol); Politereftalato de butileno (PBT, formado por ácido tereftálico e butano-1,4-diol).

Compostos relacionados: Ácido tereftálico e Etilenoglicol (monômeros).

PTA: A Amoco é a maior fornecedora de PTA. O processo da Amoco para produção do PTA cristaliza o TA bruto (90% de rendimento a partir de TA com 99,6% de pureza), aparência: pó branco

Densidade: 1.55 g/cm³

MEG: Líquido, límpido, incolor e inodoro (Densidade / Ponto de Fusão)

Densidade: 1,1151 - 1,1156 g/cm³

Ponto de fusão – 15,6ºC

Índice de refração: 20ºC

PET (Densidade / Ponto de Fusão)

Densidade: 1,335 - 1,455 g/cm³

Ponto de fusão > 250ºC

Solubilidade em água: praticamente insolúvel 

Condutividade térmica: 0.15 W m-1 K-1

Índice de refração: (nd) η20 = 1.57 - 1.58

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PLANTBOTTLE

Junte cerca de um terço de material vegetal com o PET tradicional e você terá a inovação mais recente em embalagens sustentáveis. PlantBottle™ reduz nossa dependência de recursos não renováveis e é totalmente reciclável, assim como o PET tradicional. A expectativa é de se chegar a uma redução de 25% nas emissões de CO2.

                    a.   Fundamentos

PlantBottle™ é composta por até 30% de material vegetal. A inovação foi lançada inicialmente nas garrafas de Coca-Cola de 500ml e 600ml em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Porto Alegre e no Rio de Janeiro.

                    b.   Benefícios

PlantBottle™ ajuda a reduzir nossa dependência em um recurso não renovável, o petróleo. Assim como o PET tradicional, PlantBottle™ é totalmente reciclável. A expectativa é de se chegar a uma redução de 25% nas emissões de CO2.

                    c.   Origem

O material baseado em plantas na atual embalagem PlantBottle™ é derivado do processamento da cana-de-açúcar, produzida em áreas que usam as melhores práticas de agricultura sustentáveis.

Antes de chegar ao consumidor final, a PlantBottle nasce de um processo carregado de quilometragem. Afinal, do reduto sucroalcooleiro nacional o etanol é exportado para a Índia, onde é submetido a um processo para gerar etano e eteno, componente-chave para a formulação de monoetileno glicol (no caso, denominado bio-MEG ou bMEG devido à fonte renovável).

Esse tipo de MEG com braço na alcoolquímica é encaminhado para integrar a composição com 70% de ácido politereftálico (PTA) de origem petroquímica, resultando no PET tradicional. A seguir, a resina embarca para de volta à América do Sul e, no Uruguai, ela é injetada e soprada pela Cristal Pet, fornecedora do Sistema Coca-Cola, dotada, aliás, de recente filial em Pernambuco.

Na garupa das benesses do Mercosul e de acordos bilaterais Brasil/Uruguai, os lotes de PlantBottle são enfim despachados ao Brasil. Apesar dessa logística intrincada e sem revelar sua fonte de bMEG, PTA e PET na Índia (cujo líder em PET é o grupo Reliance), a Coca-Cola garante que as emissões de C02 são reduzidas na produção de PlantBottle. Nesta entrevista a Plásticos em Revista (PR), a Coca-Cola decidiu não personalizar a fonte e, para engrossar o caldo, esboça a intenção de produzir bMEG no Brasil.

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BOTTLE TO BOTTLE

Trata-se de uma embalagem PET produzida parcialmente a partir de garrafas PET pós-consumo recicladas. Com esta nova demanda para o PET reciclado, direcionado à fabricação de embalagens para alimentos, espera-se uma valorização do material coletado, impulsionando toda a cadeia de reciclagem do País.

Além dos benefícios ambientais, o PET reciclado passa a ter mais valor, aumentando também a remuneração das cooperativas. A nova garrafa começará a ser comercializada em setembro, inicialmente nas embalagens de Coca-Cola de 2,5L, pelo fabricante Spaipa, que atua no Paraná e em parte de São Paulo. “Graças ao projeto Bottle-to-Bottle, até o fim de 2011 serão economizadas cinco mil toneladas de PET virgem, o que é ótimo para o meio ambiente”.

Nova era de embalagens

Bottle-to-Bottle é a embalagem PET da Coca-Cola elaborada com PET virgem tradicional e PET pós-consumo reciclado grau alimentício, o chamado PET PCR. Inicialmente, a Coca-Cola irá utilizar 20% de resina PET PCR e 80% de resina PET virgem nesta embalagem, e esta proporção pode ser aumentada à medida que a oferta de PET PCR grau alimentício cresça. Em suma, trata-se de um projeto que nos permite produzir novas garrafas PET a partir de garrafas pós-consumo recicladas.

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ANVISA

Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 20, de 26 de março de 2008

Dispõe sobre o Regulamento Técnico sobre embalagens de Polietileno Tereftalato (PET) pós-consumo reciclado grau alimentício (PET-PCR grau alimentício) destinados a entrar em contato com alimentos.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 18 de março de 2008, e considerando a necessidade de constante aperfeiçoamento das ações de controle sanitário na área de alimentos, visando à proteção da saúde da população; considerando a necessidade de segurança de fabricação e uso de embalagens produzidas com polietileno tereftalato (PET) pós-consumo reciclado grau alimentício em contato com alimentos.

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ANEXO

REGULAMENTO TÉCNICO SOBRE EMBALAGENS DE POLIETILENOTEREFTALATO (PET)

PÓS-CONSUMO RECICLADO GRAU ALIMENTÍCIO (PET-PCR GRAU ALIMENTÍCIO)

DESTINADOS A ENTRAR EM CONTATO COM ALIMENTOS

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1. ALCANCE

1.1 Objetivo

Estabelecer os requisitos gerais e os critérios de avaliação, aprovação/autorização e registro de embalagens de PET elaborados com proporções variáveis de PET virgem (grau alimentício) e de PET pós-consumo reciclado descontaminado (grau alimentício), destinados a entrar em contato com alimentos.

1.2. Âmbito de Aplicação

O presente Regulamento se aplica aos produtos finais (embalagens de PET-PCR grau alimentício), artigos precursores dos mesmos e matéria-prima (PET-PCR grau alimentício).

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2. DEFINIÇÕES

Para os efeitos deste Regulamento se consideram:

2.1. PET de descarte industrial: É o material de descarte proveniente de embalagens ou artigos precursores dos mesmos, ambos de grau alimentício, gerado no estabelecimento industrial que elabora embalagens, artigos precursores e/ou alimentos, e que não se recupera a partir dos resíduos sólidos domiciliares. Não inclui o “scrap”.

2.2. “Scrap” (Aparas de processo): PET de grau alimentício que não está contaminado nem degradado, que se pode reprocessar com a mesma tecnologia de transformação que o originou, e que pode ser utilizado para a fabricação de embalagens e materiais destinados a entrar em contato com alimentos.

2.3. PET pós-consumo: É o material proveniente de embalagens ou artigos precursores usados, ambos de grau alimentício, e que se obtêm a partir dos resíduos sólidos para os efeitos de aplicar as tecnologias de descontaminação.

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3. CRITÉRIOS BÁSICOS PARA A CONFORMIDADE DA SEGURANÇA E APROVAÇÃO DE EMBALAGENS, ARTIGOS PRECURSORES E PET-PCR GRAU ALIMENTÍCIO

3.1. A proporção de PET-PCR grau alimentício a ser usada na elaboração das embalagens de PET–PCR grau alimentício estará sujeita às restrições estabelecidas nas autorizações especiais de uso definidas no item 2.

3.2. As embalagens de PET-PCR grau alimentício devem satisfazer os requisitos de adequação sanitária estabelecidos na Regulamentação MERCOSUL sobre embalagens de material plástico, e devem ser compatíveis com o alimento que as mesmas irão conter. No caso de embalagens retornáveis e/ou multicamadas, estas deverão cumprir também os requisitos estabelecidos para as mesmas na Regulamentação MERCOSUL correspondente.

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4. ROTULAGEM

Na embalagem final deverá ser identificado de forma indelével (que não se dissipa; que não desaparece; indestrutível): a identificação do produtor, o número de lote ou codificação que permita sua rastreabilidade e a expressão “PET-PCR”.

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CENSO

Censo – Por quê?

O Censo é a metodologia mais indicada quando a população é pequena e a variabilidade dentro da população é alta. Assim, podemos dizer que o Censo é:

  • Viável, quando a população não é muito numerosa;
  • Necessário, quando os elementos da população são muito diferentes entre si.

Censo – Como Fazemos?

1.   Segmentamos o setor e identificamos as empresas de cada elo: recicladores e aplicadores;

2.   Localizamos cada uma das empresas do setor e as contatamos por telefone; foram entrevistadas 425 empresas, distribuídas assim:

Tabela A - Estados e Números de Contatos envolvidos nas pesquisas

Fonte: modificado de abipet.or.br

3.   Aplicamos o questionário, garantindo ao respondente total sigilo quanto às respostas individuais;

4.   Elaboramos a tabulação primária;

5.   Analisamos as possíveis inconsistências de cada banco de dados e entre os bancos de dados (recicladores e aplicadores);

6.   Contatamos novamente as empresas que apresentaram algum tipo de inconsistência;

7.   Elaboramos a tabulação final, e a apresentação.

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RECICLAGEM

a.      As vantagens da reciclagem

Reciclar o PET traz vantagens para todos.

  • Para o País: representa economia de divisas, uma vez que propicia redução nas importações de matéria-prima (petróleo ou a própria resina virgem).
  • Para o meio ambiente: poupa as fontes não renováveis de energia (as matérias-primas básicas do PET são derivadas do petróleo) e reduz o impacto ambiental do descarte de embalagens. Mais: contribui para reduzir os gastos públicos com tratamento do lixo e para aumentar a vida útil de locais de deposição.
  • Para a indústria: as empresas que utilizam o PET revalorizado se beneficiam das vantagens econômicas representadas pela reutilização do material descartado.
  • Para a sociedade e a geração de empregos: impulsiona o surgimento de indústrias dedicadas à reciclagem e atividades relacionadas. São novas empresas, que recolhem impostos e geram empregos diretos e indiretos, na medida em que estimulam o crescimento da rede de coleta que já se ocupa de outros materiais como vidros, papéis e latas.

b.      Você sabia?

  • Fazer uma garrafa de PET reciclado representa uma economia de energia de 93% em relação à produção da mesma embalagem com resina virgem, considerando as várias etapas de transformação do polímero desde o petróleo.
  • A capacidade dos lixões e aterros sanitários, principalmente nos grandes centros urbanos, está próxima da saturação, demandando ações urgentes em favor da coleta seletiva e da reciclagem.
  • A captação de materiais recicláveis (embalagens PET entre eles) é fonte de renda de cerca de 200 mil famílias em todo o Brasil.

E LIGADO DIRETAMENTE AO MEIO AMBIENTE, O tempo de decomposição do produto PET no meio ambiente leva em média 500 anos, chegando a atingir tempo indeterminado.

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PETROQUÍMICA EM PERNAMBUCO

1.   Unidade de PTA

A Unidade de PTA (Ácido Tereftálico Purificado) irá produzir 700 mil t/ano. O PTA é a principal matéria-prima para a produção do poliéster têxtil, embalagens (garrafas e filmes), filmes fotográficos e fibras industriais usadas na fabricação de pneus, materiais e equipamentos para os setores elétrico, automotivo e da indústria do petróleo.

2.   Unidade de Polímeros e Filamentos de Poliéster

A Unidade de Polímeros e Filamentos de Poliéster terá capacidade para produzir 240 mil t/ano entre polímeros e filamentos (FDY, DTY e POY) de poliéster. A tecnologia, a escala e a integração desta planta colocarão a indústria têxtil brasileira em condições de competir com os produtos importados.

3.   Unidade de PET

A Unidade de PET (Polietileno Tereftalato), com escala mundial e tecnologia de ponta, irá produzir 450 mil t/ano de resina destinada à fabricação de embalagens plásticas, num mercado com taxa de crescimento. Atualmente, cerca de 55% do PET consumido no Brasil é viável no processo de reciclagem ou é reciclado.

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Clebson José Soares.

Contato

"O mundo PET! Onde todos os PET são plásticos, mas nem todos os plásticos são PET".

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